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Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde histórico com forte demanda chinesa

O setor de carne bovina brasileiro registrou em julho números históricos tanto em volume quanto em valor exportado, reforçando o peso da China como principal destino da proteína nacional. Segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), o Brasil exportou 366,9 mil toneladas de carne bovina no mês, alta de 27,4% em relação ao mesmo período de 2024. O faturamento somou US$ 1,726 bilhão, crescimento expressivo de 48,4%, marcando o maior valor mensal já registrado pelo setor.

A China, sozinha, foi responsável por impulsionar grande parte desse desempenho. O país asiático aumentou suas compras em 14% em julho, somando US$ 4,082 bilhões em importações acumuladas no ano. Esse montante representa 44,5% de toda a receita obtida pelo Brasil com a exportação de carne bovina entre janeiro e julho. Em volume, os chineses importaram 790,3 mil toneladas no período, 14,6% a mais que em 2024.

No acumulado dos primeiros sete meses de 2025, o Brasil exportou 2,05 milhões de toneladas de carne bovina, alta de 19% em comparação ao ano passado. A receita atingiu US$ 9,17 bilhões, crescimento de 31,3% na mesma base. Além da China, os principais compradores foram Estados Unidos, Chile e México, reforçando a diversificação de mercados, ainda que com peso desigual.

O apetite chinês pela carne brasileira se explica por fatores estruturais. O país asiático, maior consumidor mundial de proteína animal, mantém uma demanda crescente para abastecer sua população urbana e sua cadeia de produção de alimentos. Para o Brasil, a parceria representa um pilar estratégico: ao mesmo tempo em que garante mercado para seus pecuaristas, também projeta o agronegócio nacional no centro do comércio global de alimentos.

Analistas destacam ainda que, em meio às tensões comerciais entre Pequim e Washington, a confiança da China no Brasil como fornecedor confiável reforça os laços bilaterais. “O campo brasileiro virou peça-chave da segurança alimentar chinesa”, resume um especialista do setor.

Na prática, o recorde de julho consolida a carne bovina como mais um elo de integração entre as duas maiores economias do Hemisfério Sul e da Ásia, colocando Brasil e China lado a lado na construção de um mercado alimentar global mais estável — e reforçando o peso do agronegócio como motor das relações bilaterais.

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