
Durante décadas vistos no Brasil como um subproduto de baixo valor comercial, os pés de galinha passaram a ocupar um papel relevante nas exportações do agronegócio brasileiro, impulsionados pela forte demanda da China. O que antes era descartado ou destinado a usos marginais transformou-se em uma iguaria valorizada no mercado chinês, gerando receita adicional para frigoríficos e integradoras do setor avícola.
Na China, os pés de galinha são amplamente consumidos em diferentes preparos culinários, como pratos cozidos, fritos ou marinados, além de integrarem a culinária de rua e receitas tradicionais. A valorização cultural do produto contrasta com o hábito alimentar brasileiro, onde o consumo é restrito, abrindo espaço para uma complementaridade comercial entre os dois países.
De acordo com reportagens, a abertura do mercado chinês para os pés de galinha brasileiros consolidou um novo nicho de exportação. O produto, classificado como “paw” no comércio internacional, passou a ser processado com padrões rigorosos de higiene, rastreabilidade e embalagem, atendendo às exigências sanitárias chinesas. Com isso, frigoríficos passaram a incorporar os pés de galinha como parte estratégica de sua linha de exportação, aumentando a eficiência do aproveitamento do animal.
Dados do setor indicam que a China figura entre os principais destinos dos pés de galinha exportados pelo Brasil, contribuindo para elevar o valor agregado das exportações avícolas. Em vez de representar apenas um custo operacional, o item tornou-se uma fonte adicional de lucro, ajudando a equilibrar margens em um mercado global competitivo.
O crescimento desse comércio também reflete a solidez da parceria agroalimentar entre Brasil e China. Enquanto o Brasil se destaca como um dos maiores produtores e exportadores de carne de frango do mundo, a China mantém uma demanda consistente por diferentes partes do animal, alinhada a seus hábitos alimentares e ao tamanho de seu mercado consumidor.
Especialistas do setor avaliam que a exportação de pés de galinha exemplifica como diferenças culturais podem gerar oportunidades econômicas. Ao adaptar sua produção às preferências do mercado chinês, o Brasil amplia sua inserção internacional e diversifica a pauta exportadora, reduzindo desperdícios e aumentando a sustentabilidade econômica da cadeia produtiva.
Além do impacto econômico, o caso também evidencia uma mudança de percepção dentro do próprio agronegócio brasileiro, que passou a enxergar valor comercial em produtos antes negligenciados. A tendência é que, com a manutenção da demanda chinesa e o fortalecimento das relações comerciais bilaterais, esse nicho continue crescendo nos próximos anos.
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