
A montadora chinesa Great Wall Motors (GWM) deu um novo passo para ampliar sua presença industrial no Brasil ao assinar, em 14 de janeiro de 2026, um termo de compromisso com o governo do Espírito Santo para avaliar a implantação de uma segunda fábrica no país. A iniciativa, divulgada por veículos brasileiros nesta semana, reposiciona o Sudeste como eixo logístico e produtivo da estratégia da empresa, em um momento de competição crescente no mercado de eletrificados e híbridos.
De acordo com as informações publicadas, o investimento total associado ao plano de expansão pode chegar a R$ 10 bilhões até 2032, em duas fases, com a maior parte dos aportes prevista para a etapa posterior a 2027. As autoridades capixabas indicaram Aracruz como local em perspectiva para receber a unidade, dentro de uma área de desenvolvimento industrial, mas a própria GWM informou que ainda não divulga dados oficiais sobre capacidade, empregos e cronograma.
A movimentação ocorre enquanto a empresa consolida sua primeira operação fabril nas Américas, em Iracemápolis (SP), inaugurada em agosto de 2025. Segundo a imprensa local, a planta paulista tem capacidade anual de 50 mil veículos, emprega cerca de 600 trabalhadores e produz modelos como o SUV híbrido Haval H6, além de outros utilitários. Em comunicado recente, a GWM também destacou que encerrou 2025 com mais de 42 mil veículos vendidos no Brasil e rede de 130 concessionárias, sinalizando ambição de crescimento em 2026.
O Espírito Santo aparece como candidato natural por já funcionar como corredor de importação da montadora: somente em 2025, mais de 45 mil veículos teriam entrado pelos portos capixabas, o que fortalece o argumento de integração entre logística e produção. Em termos industriais, uma fábrica no estado poderia estimular fornecedores, serviços e infraestrutura associados à cadeia automotiva, além de disputar investimentos com outros polos tradicionais do Sudeste.
Ainda assim, o anúncio deve ser lido como abertura de processo, não como obra garantida. Um termo de compromisso não equivale a licenças emitidas, definição de terrenos, contratos de engenharia ou cronograma oficial de produção. Os próximos meses tendem a concentrar negociações técnicas e institucionais — e é nesse intervalo que se define se o plano vira projeto executivo, com datas e metas confirmadas.
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