11/11/04 – Entre os dias 1 e 10 de novembro, a Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE) realizou junto a empresários brasileiros a pesquisa O que o empresário brasileiro espera da visita do presidente da China, Hu Jintao.
O objetivo foi entender como o meio empresarial brasileiro vê a China, atualmente o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, e as oportunidades que ela oferece. Participaram da pesquisa 136 empresas.
Responderam ao questionário 136 empresas. O setor com maior participação foi o de agronegócios e alimentos, com 15% dos respondentes. Em segundo lugar figuraram as tradings companies, com 14%, e em terceiro as consultorias internacionais, com 11%. Os setores de construção, de mineração & metalurgia e de telecomunicação & energia participaram com 7% respectivamente, e as indústrias automotivas e a área química & petroquímica com 6% cada.
Mercado prioritário
A pesquisa revelou que 68,4% dos respondentes ainda não visitaram a China, nem para fazer negócio nem para turismo. No entanto, 45,6% das empresas que participaram já possuem negócios com o mercado chinês. Além disso, para 80,1% dos que responderam o mercado chinês oferece uma grande oportunidade para se fazer negócios, e 94,9% acreditam que o crescimento econômico do país é positivo para o Brasil.
Neste mês de novembro o Brasil recebe a visita de Hu Jintao, que retribuirá a viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez à China em maio. Está programada uma série de eventos para comemorar a vinda do presidente chinês e celebrar os 30 anos de relações entre o Brasil e a China.
A pesquisa constatou que, assim como o governo brasileiro, os empresários também têm muita esperança num aumento do intercâmbio comercial dos dois países. As respostas indicaram que o empresariado brasileiro aposta num crescimento do comércio bilateral no ano que vem ainda maior do que o de 2004. Nada menos que 81,6% dos respondentes classificaram a China como prioridade alta e média para suas empresas no mercado externo. E 83,8% pretendem concretizar algum tipo de negócio com a China em 2005.