
O comércio entre Brasil e China alcançou US$ 171 bilhões em 2025, o maior nível da série histórica iniciada em 1997, conforme relatório divulgado em 13 de janeiro de 2026 pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O volume representou alta de 8,2% em relação a 2024 e reforçou o peso da China como principal parceiro comercial do Brasil.
Pelos números do CEBC, as exportações brasileiras para o mercado chinês somaram US$ 100 bilhões em 2025, enquanto as importações originadas na China atingiram o recorde de US$ 70,9 bilhões. O saldo foi um superávit de US$ 29,1 bilhões para o Brasil, que respondeu por 43% do superávit comercial brasileiro global (US$ 68,3 bilhões). No mesmo período, as trocas do Brasil com os Estados Unidos totalizaram US$ 83 bilhões — pouco menos da metade do fluxo Brasil-China.
Do lado das vendas brasileiras, o desempenho seguiu ancorado em commodities, com a soja mantendo protagonismo e respondendo por pouco mais de um terço do valor exportado para a China, com avanço de 10% ante 2024. O petróleo também ganhou destaque: em 2025, as exportações ao país asiático bateram recordes em volume (44 milhões de toneladas) e em valor (US$ 20 bilhões), com a China absorvendo 45% de todo o petróleo exportado pelo Brasil. O relatório aponta ainda aceleração em itens do agronegócio, como carne bovina, e avanço no café não torrado, cujo valor exportado mais que dobrou, para US$ 459 milhões.
Nas importações, o salto para US$ 70,9 bilhões foi influenciado por compras pontuais de grande porte e pela ampliação de itens industriais. Entre os destaques, o CEBC cita a aquisição de uma plataforma de petróleo (US$ 2,66 bilhões) e o crescimento de compras de veículos eletrificados, fertilizantes e químicos. Há também avanço em fármacos: as importações brasileiras de produtos farmacêuticos chineses cresceram 39% em 2025, somando pouco mais de US$ 1 bilhão, com medicamentos contendo insulina entre os itens de maior expansão.
O recorde de 2025 consolida uma tendência estrutural: a China respondeu por 27,2% da corrente comercial brasileira com o mundo, que somou US$ 629 bilhões no ano. Para além do tamanho, o dado chama atenção para a assimetria de valor agregado: o relatório mostra a China como destino dominante para exportações da indústria extrativa e da agropecuária, enquanto aparece em segundo lugar (atrás dos EUA) na indústria de transformação. Para 2026, o desafio para o Brasil é combinar a força do fluxo comercial com estratégias de diversificação e adensamento industrial, mitigando riscos de concentração em poucos produtos e de volatilidade em preços internacionais.
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