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China reforça regulação e fiscalização de drones de consumo em 2026

A China implementou em 2026 um conjunto rigoroso de normas para drones de consumo, visando padronizar o setor e coibir voos irregulares. As novas diretrizes incluem maior fiscalização do espaço aéreo de baixa altitude, obrigatoriedade de registro, autorização prévia para operações em áreas controladas e limites estritos de altura.

A popularização dos drones no país, impulsionada principalmente pela DJI, levou o governo a reorganizar o cenário regulatório após um período de expansão acelerada. Desde o final de 2025, operações contra voos não autorizados em grandes altitudes foram intensificadas.

O Regulamento Provisório de Gestão de Voos de Aeronaves Não Tripuladas, em vigor desde 2024, já exigia o cadastro nominal dos equipamentos e permissão para voar acima de 120 metros ou em áreas sensíveis, como aeroportos e zonas urbanas densas.

Em Xangai, um sistema integrado de controle de tráfego aéreo de baixa altitude começou a operar em 1º de fevereiro de 2026. Drones de pequeno porte podem circular em zonas permitidas mediante registro, mas áreas restritas exigem aprovação específica. Parques públicos agora funcionam como zonas de voo autorizadas, mediante agendamento.

As penalidades também ficaram mais severas. Desde janeiro de 2026, infrações graves às regras do espaço aéreo podem resultar em detenção administrativa de cinco a dez dias.

O impacto no mercado já é visível. Em janeiro de 2026, o número de drones anunciados em plataformas de revenda ultrapassou 60 mil unidades, um aumento de 200% em relação ao ano anterior, sinalizando uma possível redução no número de operadores ativos.

Diante desse cenário, a DJI tem diversificado seu portfólio, investindo em câmeras de ação e estabilizadores para competir com marcas como a Insta360. Segundo a IDC, a empresa também ingressou no mercado de robôs aspiradores, alcançando a sexta posição na China em seu trimestre de estreia.

Tecnicamente, dois novos padrões nacionais entraram em vigor em 2026: o bloqueio de voo para drones não ativados ou com registro cancelado e a transmissão obrigatória e contínua de dados de identidade, localização e status do equipamento às autoridades durante o voo.


Web Editorial | Fonte: China2Brazil

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