
Em 22 de janeiro de 2026, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da China, Xi Jinping, mantiveram uma conversa telefônica em um contexto de instabilidade global e desafios geopolíticos, quando temas como o multilateralismo e o fortalecimento das Nações Unidas (ONU) estiveram no centro do diálogo. A comunicação entre os dois líderes reforçou a importância da cooperação entre Brasil e China nas frentes diplomática, econômica e de segurança global.
Segundo informações divulgadas pelo Palácio do Planalto e pela agência estatal chinesa Xinhua, Xi destacou que Brasil e China devem atuar de forma conjunta para salvaguardar os interesses comuns do Sul Global e manter o papel central da ONU, diante de um cenário internacional “turbulento”. O líder chinês também afirmou que os dois países precisam “se manter do lado correto da história” ao defender os valores do direito internacional, da equidade e da justiça.
A conversa ocorreu em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia apresentado recentemente um novo fórum internacional denominado “Conselho da Paz”, iniciativa que atraiu convites para Brasília e Pequim, mas ainda não teve confirmação formal de adesão por parte de nenhum dos dois governos. Esse contexto contribuiu para que o Brasil e a China reiterassem a defesa de uma ordem mundial baseada nas instituições multilaterais tradicionais.
No diálogo, Lula também ressaltou o papel central de Brasil e China na defesa do livre comércio e do multilateralismo, de acordo com comunicado oficial do governo brasileiro, insistindo na importância de aprofundar a cooperação bilateral em áreas como infraestrutura, ciência, tecnologia e comércio sustentável.
Além dos pontos ligados à governança global, a interlocução entre os dois presidentes foi vista como um indicativo do fortalecimento das relações entre Brasília e Pequim no início de 2026, reforçando parcerias econômicas e estratégicas em setores de interesse mútuo.
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