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China amplia compras de soja do Brasil em 15% e reforça virada no mercado

O comércio de soja entre Brasil e China ganhou tração ao longo de 2025. Sinais de mercado mostram que as compras chinesas do produto brasileiro cresceram de forma consistente, enquanto as importações originadas nos Estados Unidos perderam espaço. Em setembro, o movimento ficou ainda mais evidente, com a China concentrando as aquisições no fornecimento sul-americano e fortalecendo a posição do Brasil como principal origem.

Na prática, essa reconfiguração do fluxo global beneficia produtores e cooperativas brasileiros ao dar previsibilidade ao escoamento da safra. A demanda firme permite planejar vendas, travar preços e organizar logística com mais antecedência. Ao mesmo tempo, impõe responsabilidades adicionais: cumprir janelas de entrega, garantir qualidade padronizada e aderir a exigências crescentes de rastreabilidade e sustentabilidade.

Os números recentes ajudam a explicar a tendência. Ao longo do ano, a participação brasileira nas compras chinesas aumentou, com embarques mensais robustos e participação majoritária em momentos-chave da safra. Em paralelo, janelas típicas de venda da soja americana perderam tração, abrindo espaço para contratos de longo prazo com originação no Brasil. Para o campo, isso se traduz em melhor uso de armazenagem, maior giro de capital e incentivo a investimentos em tecnologia.

A logística segue como peça central. Para consolidar a vantagem competitiva, o país precisa acelerar obras e operações em ferrovias, portos e corredores internos, além de avançar na eficiência de transbordo e no acesso a crédito para custeio e comercialização. O esforço para reduzir custos logísticos por tonelada — da porteira ao navio — é determinante para manter competitividade quando a safra norte-americana recupera fôlego.

Há também um componente regulatório e ambiental incontornável. As cadeias “livres de desmatamento” e os sistemas de monitoramento de origem estão se tornando padrão de mercado. Quem comprova conformidade amplia acesso a compradores estratégicos, melhora condições contratuais e reduz riscos reputacionais. No curto prazo, o Brasil tem a oportunidade de transformar o pico de demanda em vantagem duradoura; no médio, o desafio é sustentar volumes com eficiência logística e governança ambiental à altura do novo status de fornecedor dominante.

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