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Fundo bilionário Brasil-China mira energia verde e inovação

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Export-Import Bank of China (CEXIM) estão estruturando um fundo de investimento bilateral com tamanho-alvo de até US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5,7 bilhões, voltado ao financiamento de projetos estratégicos no Brasil. Pelo desenho da operação, o CEXIM deve aportar aproximadamente US$ 600 milhões, enquanto o BNDES contribuirá com cerca de US$ 400 milhões. A previsão é que o fundo comece a operar em 2026, consolidando um novo instrumento de cooperação financeira entre os dois países.

O objetivo central da iniciativa é impulsionar o desenvolvimento sustentável de Brasil e China, com prioridade para a transição energética ecológica e o chamado “desenvolvimento verde”. De acordo com as instituições, o fundo poderá apoiar projetos em infraestrutura, bioeconomia, comércio, mineração, agricultura, economia digital e inteligência artificial, áreas consideradas estratégicas para a modernização produtiva e a geração de empregos de qualidade. A expectativa é que o mecanismo amplie a carteira de investimentos de longo prazo em setores alinhados à descarbonização e à inovação tecnológica.

Segundo o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, o novo fundo é pioneiro por se tratar do primeiro veículo bilateral firmado entre uma instituição financeira brasileira e uma chinesa, operando majoritariamente com investimentos em reais. Para ele, a combinação de capital estrangeiro com instrumentos locais tende a reduzir riscos cambiais e dar mais previsibilidade aos projetos financiados. Barbosa destaca ainda que a parceria reforça a relação comercial e econômica entre Brasil e China, ao criar um canal específico para investimentos de perfil sustentável.

Do lado chinês, o CEXIM chega ao arranjo como um dos principais bancos de fomento do país, vinculado diretamente ao Conselho de Estado e especializado em financiar operações de comércio exterior e investimentos considerados estratégicos. A instituição já atua no apoio a projetos que ampliam a inserção internacional da economia chinesa e, com o fundo conjunto, passa a ter um instrumento dedicado ao mercado brasileiro. A leitura comum entre os dois bancos é que o novo veículo pode funcionar como vitrine para iniciativas de energia limpa, bioeconomia e tecnologia, fortalecendo a cooperação sino-brasileira em torno de uma agenda de crescimento de baixo carbono.

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