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Ministra brasileira ressalta papel estratégico da China na agenda climática global

No segundo dia da COP30, realizada em Belém, no Pará, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, colocou a parceria com a China no centro do debate sobre a transição ecológica. Em meio às discussões sobre o papel dos países em desenvolvimento na construção de economias de baixo carbono, a ministra destacou que o gigante asiático tornou-se um dos principais motores tecnológicos da agenda climática mundial, com impacto direto na capacidade de outros países reduzirem emissões.

Segundo Marina, o enfrentamento da crise climática exige uma ação coordenada em escala global, na qual o chamado Sul Global assume uma dupla responsabilidade: contribuir para a solução e, ao mesmo tempo, lidar com vulnerabilidades históricas de ordem social, econômica e ambiental. Nesse grupo, que inclui Brasil, China, Índia, África do Sul e diversas nações em desenvolvimento, a ministra vê um espaço crescente para cooperação em políticas públicas, financiamento e inovação verde.

A China foi citada como exemplo emblemático dessa dinâmica. Ao investir pesadamente em pesquisa, produção em escala e cadeias industriais de baixo carbono, o país ajudou a reduzir de forma significativa o custo de tecnologias como a energia solar fotovoltaica, a geração eólica e os veículos elétricos. Para o Brasil, essa trajetória abre caminho para ampliar parcerias em áreas como energias renováveis, transporte limpo e infraestrutura resiliente, reforçando o papel de ambos como referências globais na transição energética.

Marina também ressaltou que o protagonismo chinês não se limita ao território nacional: ao democratizar o acesso a equipamentos e soluções de baixo carbono, o país contribui para que outras economias consigam acelerar seus próprios processos de descarbonização. Na visão da ministra, essa “exportação” de tecnologia e capacidade produtiva é um componente central da nova geopolítica climática, em que cooperação e complementaridade pesam mais do que disputas comerciais.

Ao defender maior sinergia entre iniciativas tecnológicas, políticas e financeiras, a ministra reforçou a mensagem de que a COP30 deve ser um marco de implementação concreta, e não apenas de declarações de intenção. Para o Brasil, anfitrião da conferência, o alinhamento com parceiros como a China é visto como peça-chave para transformar metas climáticas em resultados reais, tanto na redução de emissões quanto na geração de empregos verdes e no combate às desigualdades sociais ligadas à crise climática.

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