
A construção da Ponte Salvador–Itaparica, que será a maior ponte da América Latina erguida sobre lâmina d’água com 12,4 quilômetros de extensão, está sendo planejada em parceria entre o governo brasileiro — especialmente a Secretaria de Infraestrutura da Bahia — e grandes empresas chinesas de engenharia e construção. O acordo para viabilizar o empreendimento foi consolidado em novembro de 2025, durante o III Fórum Bahia–China em Salvador (BA), e a expectativa é que os trabalhos de campo comecem a partir de junho de 2026.
Segundo informações divulgadas por órgãos estaduais e pela concessionária responsável pelo projeto, a ponte ligará o Terminal Marítimo de São Joaquim (Salvador) à Ilha de Itaparica (município de Vera Cruz), em um trecho que atravessará a Baía de Todos-os-Santos. O consórcio encarregado da obra é liderado por duas estatais chinesas com forte atuação global em infraestrutura: a China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC) e a China Communications Construction Company (CCCC) — empresas que já participam de grandes megaprojetos no exterior.
O projeto contempla não apenas a construção do tabuleiro principal sobre o mar, mas também a implantação de ligações rodoviárias complementares, incluindo a duplicação de trechos da rodovia BA-001 e a interligação da estrutura às principais vias de acesso da região. A expectativa é que a nova ponte reduza de forma significativa o tempo de deslocamento entre Salvador e a Ilha de Itaparica, substituindo o atual sistema de ferry-boat por uma ligação rodoviária direta, com impacto positivo sobre o transporte de pessoas e bens no Recôncavo Baiano e no Baixo Sul.
De acordo com autoridades baianas, a previsão contratual é que a obra seja concluída até 2031, embora a concessionária tenha manifestado interesse em antecipar a entrega. A construção deve gerar empregos diretos e indiretos durante sua execução, dinamizar a economia local e integrar diferentes polos produtivos e logísticos da Bahia. A licitação para instalação de canteiros, sondagens e fundações tem avançado e a expectativa pública é intensa, dada a dimensão da obra e seu potencial transformador.
O acordo reflete um aprofundamento das relações de cooperação técnica e de investimentos entre Brasil e China no setor de infraestrutura, um tema que tem se ampliado com projetos bilaterais em vários estados e modalidades. Especialistas em engenharia e logística veem a participação de empresas chinesas como um componente de aceleração e de aporte de capacidade tecnológica para empreendimentos de grande escala que exigem experiência em construções marítimas complexas.
Apesar do destaque à construção da ponte, o projeto tem sido acompanhado de debates públicos sobre licenciamento ambiental e impactos socioeconômicos, incluindo debates sobre pedágio e acessibilidade, aspectos que deverão ser detalhados no prosseguimento das fases de planejamento e execução.
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