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Brasil e China assinam acordo cambial para dar mais estabilidade aos mercados financeiros

O Banco Central do Brasil (BCB) e o Banco Popular da China (PBoC) assinaram nesta terça-feira (13), em Pequim, um acordo de swap cambial com valor máximo de R$ 157 bilhões e validade de cinco anos. A iniciativa tem como objetivo fornecer liquidez aos mercados financeiros em momentos de necessidade, reforçando a cooperação econômica entre os dois países.

Segundo o BCB, o acordo permitirá a troca direta de moedas entre as autoridades monetárias, facilitando operações em reais e yuans sem a necessidade de conversão prévia para o dólar. Essa medida visa reduzir a exposição cambial e promover maior estabilidade nas transações bilaterais.

O presidente do BCB, Gabriel Galípolo, destacou que o acordo é semelhante ao firmado com o Federal Reserve dos Estados Unidos em 2021, que permite acesso a dólares americanos por meio de operações compromissadas. Já o PBoC possui 40 acordos de swap cambial com bancos centrais de países como Canadá, Chile, África do Sul, Japão, Reino Unido e o Banco Central Europeu.

A assinatura do acordo ocorre durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, que busca fortalecer os laços econômicos e comerciais entre os dois países. Durante a visita, foram anunciados investimentos chineses em setores estratégicos no Brasil, como energia renovável, indústria automobilística e tecnologia.

Especialistas apontam que o acordo de swap cambial pode facilitar o comércio bilateral, permitindo que empresas brasileiras e chinesas realizem transações em suas moedas locais, reduzindo custos e riscos associados à volatilidade cambial. Além disso, a medida pode contribuir para a internacionalização do yuan e a diversificação das reservas cambiais brasileiras.

Com a assinatura do acordo, Brasil e China reafirmam seu compromisso com a cooperação econômica e financeira, buscando mecanismos que promovam a estabilidade e o crescimento sustentável em um cenário global desafiador.

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