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Milei é acusado de fraude por promoção de criptomoeda e enfrenta pedidos de impeachment

O escândalo político e financeiro envolvendo o presidente de extrema direita da Argentina, Javier Milei, por promover a criptomoeda $LIBRA em suas redes sociais ganhou novos desdobramentos no início desta semana.  A oposição no Congresso planeja abrir um processo de impeachment contra ele, enquanto advogados entraram com ações judiciais acusando o ex-mandatário de fraude. As informações são da BBC. 

Na sexta-feira (16), Milei publicou no X, antigo Twitter, que a moeda digital ajudaria a financiar pequenas empresas e startups, incentivando seus seguidores a comprá-la. A divulgação fez com que o preço do ativo disparasse. No entanto, poucas horas depois, o presidente apagou a postagem, o que provocou uma queda brusca no valor da criptomoeda, levando a prejuízos significativos para investidores.Play Video

A oposição reagiu rapidamente ao episódio. A ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner chamou Milei de “golpista de criptomoedas” em uma postagem que viralizou, alcançando mais de 6,4 milhões de visualizações. Já a principal coalizão opositora classificou o caso como um “escândalo sem precedentes” e prometeu protocolar um pedido formal de impeachment. Esteban Paulón, do Partido Socialista, também declarou que solicitará a abertura do processo contra o presidente.

Além das repercussões políticas, juristas entraram com ações judiciais contra Milei, acusando-o de fraude. Jonatan Baldiviezo, um dos autores da ação, afirmou à Associated Press que “o crime de fraude foi cometido, no qual as ações do presidente foram essenciais”.

Nas redes sociais, Milei também foi acusado de praticar um “rug pull”, um golpe comum no mercado de criptomoedas, no qual os criadores promovem um ativo para atrair investidores e depois abandonam o projeto, deixando os compradores com perdas. Os internautas apontaram que o link compartilhado pelo presidente fazia referência a uma frase que ele costuma usar em seus discursos.

O gabinete presidencial reagiu às críticas no sábado (17), justificando que a remoção da postagem foi uma medida para evitar “especulações” diante da repercussão negativa. O governo afirmou ainda que Milei não esteve envolvido na criação da criptomoeda e que o Escritório Anticorrupção irá apurar se houve irregularidades, incluindo a conduta do próprio presidente.

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