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Chilli Beans abandona o dólar em negociações com a China e aposta no renminbi para fortalecer expansão global

A Chilli Beans, maior rede de óculos e acessórios da América Latina, decidiu encerrar o uso do dólar em suas operações comerciais com a China, adotando o renminbi como moeda oficial de pagamento aos fornecedores. O anúncio foi feito pelo fundador e CEO da marca, Caito Maia, em entrevista recente, e marca uma guinada estratégica que a empresa pretende manter de forma definitiva.

Segundo Maia, a mudança trouxe vantagens imediatas, especialmente na previsibilidade de custos e na proteção contra variações cambiais. O movimento, motivado também pelo cenário de tensões comerciais entre Estados Unidos e China, abre espaço para negociações mais diretas e alinhadas ao ritmo do mercado asiático. “A ideia é que o uso do dólar não volte nunca mais e que façamos todas as transações diretamente com a China — em moeda, compra, comércio, tudo”, afirmou o executivo.

A relação entre a Chilli Beans e a China é de longa data. Há 30 anos, a empresa estabeleceu parcerias sólidas com fabricantes chineses, mantendo com eles um histórico de cooperação estável e mutuamente benéfica. “A Chilli Beans está onde está porque a China nos ajudou e acreditou em nós”, destacou Maia, ressaltando que o país asiático foi crucial para o crescimento da marca.

A decisão da Chilli Beans dialoga com um movimento mais amplo de diversificação monetária nas relações comerciais Brasil-China, que têm ganhado força nos últimos anos. Desde 2023, os dois países vêm ampliando o uso do yuan em transações bilaterais, reduzindo a dependência do dólar e fortalecendo a integração econômica.

Além de reforçar laços com a China, a marca aposta em ampliar sua presença na Ásia. A Chilli Beans já conta com dez pontos de venda na Indonésia e planeja intensificar a expansão no mercado asiático, acompanhando o crescimento do consumo de moda e acessórios na região.

Com essa estratégia, a empresa não apenas se protege das oscilações do dólar, mas também se posiciona como um exemplo de como companhias brasileiras podem ganhar competitividade global aproveitando a aproximação comercial entre Brasil e China.

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